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La Circe de Claribel Alegría

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Circe

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Clara Isabel Alegría Vides (Estelí, Nicaragua, 1924)

Clara Isabel Alegría Vides (Estelí, Nicaragua, 1924)

Circe es mi nombre
me llaman bruja
y maga
y hechicera.
Amo el mar
la furia del mar
contra las rocas
y sus acantilados
tenebrosos.
Nunca amé a un mortal
ni siquiera a Ulises
pude amar.
Me gusta lo fugaz:
la chispa
y no la hoguera
el encuentro fortuito
sin adioses.
Fui siempre fiel a mi destino
me impulsaba
jugaba con los hombres
caían aturdidos
en mis redes
los convertía en bestias
los volvía a su forma
y seguían amándome
y tejían guirnaldas para mí.
Me cansé de mi juego
era pueril
los expulsé a todos
de una vez
me quedé sin esclavas
ni efebos
sin bestias
sola
en mi isla sepulcral
yo sola frente al mar
con los alisios
condenada a mí misma
y a la paz.
Mis recuerdos son tersos
tengo dura y vacía
la mirada
mirada de gaviota
y de albatros.
Quizá si hubiese amado
algún dardo heriría mi memoria.

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Claribel Alegría
Saudade

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  1. Montserrat Blanco
    09/01/2015 a les 9:22 PM

    M’ha fet pensar en aquesta ELEGIA de Sophia de Mello

    《Aprende
    A não esperar por ti pois não te encontrarás

    No instante de dizer sim ao destino
    Incerta paraste emudecida
    E os oceanos depois devagar te rodearam

    A isso chamaste Orpheu Eurydice _
    Incessante intensa lira vibrava ao lado
    Do desfilar real dos teus dias
    Nunca se distingue bem o vivido do não vivido
    O encontro do fracasso _
    Quem se lembra do fino escorrer da areia na ampulheta

    Quando se ergue o canto
    Por isso a memória sequiosa quer vir à tona
    Em procura da parte que não deste
    No rouco instante da noite mais calada
    Ou no secreto jardim à beira rio
    Em Junho 》
    (1994)

    Memòria i amor, i el temps, qus amb tots dos juga…
    Salutacions

  2. 09/01/2015 a les 9:35 PM

    M’ha fet pensar en l’ELEGIA de Sophia de Mello

    《Aprende
    A não esperar por ti pois não te encontraràs

    No instante de dizer sim ao destino
    Incerta paraste emudecida
    E os oceanos depois de vagar te rodearam

    A isso chamaste Orpheu Eurydice _
    Incessante intensa lira vibrava ao lado
    Do desfilar real dos teus dias
    Nunca se distingue bem o vivido do não vivido
    O encontro do fracasso _
    Quem se lembra do fino escorrer da areia na ampulheta

    Quando se ergue o canto
    Por isso a memória sequiosa quef vir à tona
    Em procura da parte que não deste
    No rouco instante da noite mais calada
    Ou no secreto jardim à beira rio
    Em Junho》
    (1994)

    • 09/01/2015 a les 9:50 PM

      Moltes gràcies per l’aportació!!
      He fet una mica de cerca i veig que Sophia de Mello té uns versos sobre Penèlope:
      “Desfaço durante a noite o meu caminho.
      Tudo quanto teci não é verdade,
      Mas tempo, para ocupar o tempo morto,
      E cada dia me afasto e cada noite me aproximo.”

  3. 10/01/2015 a les 8:16 AM

    Sí, encara la memòria, que ens afaiçona en un ordit de veritats i mentides, del qual l’entrellat mai entrelluquem…

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